Um exemplo de discussão: Aqui no Brasil, evangélicos no poder gera conflitos de opiniões, nos EUA isso é encarado como normal. Veja o que foi publicado na Folha Universal de 28 de Setembro de 2008:
"Americanos acreditam que candidatos devem ter fortes crenças religiosas
Na maior democracia do mundo, os Estados Unidos da América, a participação de diferentes igrejas nas eleições e nas decisões de poder em geral é uma tradição que não causa espantos e nem levanta questões sobre a separação entre Estado e religião. O importante instituto de pesquisas Pew Charitable Trust tem um braço dedicado apenas ao estudo das relações entre religião e política. Periodicamente, a instituição divulga análises e promove debates sobre o tema. O último levantamento, de agosto, mostra que 72% dos norte-americanos acredita que os presidentes devem ter fortes crenças religiosas.
Os dois candidatos à presidência deste ano - o democrata Barack Obama e o Republicano John McCain - freqüentam diferentes igrejas protestantes [o primeiro é presbiteriano e o segundo é batista]. Os jornais e canais de televisão tratam o tema como escolha pessoal dos candidatos, e os políticos não discriminam os veículos de imprensa ligados às igrejas. Afinal, o voto evangélico é cobiçado e respeitado.
Ambos os candidatos foram entrevistados pelo pastor Rick Warren, da Califórnia, que fazia perguntas como quais seriam as principais falhas morais dos candidatos e o que significava para eles ser um seguidor de Cristo. Obama disse se arrepender de uso de drogas e álcool na juventude, e McCain classificou o fim do primeiro casamento como sua maior falha moral. Em uma entrevista em janeiro para a revista "Christianity Today", Obama comentou a sensação, às vezes existente, de que o partido dele é contra a fé: "parte do meu trabalho nessa campanha, e que vem bem antes dela, é ter certeza de que estou mostrando a minha fé e dividindo a minha experiência de fé com outras pessoas que compartilham dela". Ele ainda afirmou que, como presidente, quer promover a "riqueza e a diversidade de igrejas no país".
Um dos principais desafios para McCain neste ano, de acordo com a imprensa americana, é mobilizar a base de eleitores evangélicos, fundamental para a reeleição de Bush em 2004. Os problemas de McCain com o setor vêm de 2000, quando ele chamou dois pastores de "agentes da intolerância" durante as eleições daquele ano."
Para conhecer mais, aí vai a biografia dos dois candidatos a presidência dos Estados Unidos:
Barack Obama (4 de agosto de 1961, Honolulu, Havaí, EUA)
Candidato Democrata - Parlamentar e político norte-americano
Filho do queniano Barack Obama, e da norte-americana Ann Dunham, Barack Hussein Obama Jr. passou parte da infância no Havaí e na Indonésia, para onde sua mãe se mudou depois de divorciar-se do pai e se casar novamente. Aos dez anos, porém, o menino retornou ao Havaí, onde viveu sob os cuidados dos avós maternos. Adolescente, mudou-se para Nova York onde cursou ciências políticas na Universidade Colúmbia. A seguir, graduou-se também em direito pela Universidade de Harvard. Iniciou sua carreira política na cidade de Chicago, Illinois, onde foi líder comunitário e professor de direito constitucional. Casou-se em 1992 com Michelle e tem duas filhas, Malia e Sasha.Em 1996, foi eleito para o Senado de Illinois (órgão do poder Legislativo local), onde permaneceu até 2004. Em 2000, tentou sem sucesso eleger-se para a House of Representatives, que equivale à Câmara dos Deputados do Congresso norte-americano. Quatro anos mais tarde, foi eleito para o Senado dos Estados Unidos, pelo Partido Democrata, assumindo seu mandato em 4 de janeiro de 2005. No Senado, Obama integrou diversas comissões e obteve destaque por sua atuação, o que lhe permitiu postular a candidatura à Presidência da República, em fevereiro de 2007. Em campanha, sua plataforma se compõe de três elementos essenciais: o fim da guerra do Iraque, a obtenção da auto-suficiência energética dos Estados Unidos e a universalização dos serviços de saúde no país. Para tornar-se o candidato oficial dos democratas, contudo, Barack Obama precisou vencer a outra postulante do Partido, a senadora Hillary Clinton, numa disputa acirrada, que quase provocou estragos aos próprios democratas na corrida presidencial. Em julho de 2008, a campanha de Obama ganhou cenário internacional: o candidato foi ao Afeganistão, ao Iraque, Jordânia e Israel, bem como à Inglaterra, França e Alemanha. Na capital deste último país, Berlim, Obama reuniu cerca de 200 mil pessoas para ouvi-lo.-------------------------------------------------------------------------------------------------------
John McCain (Base Naval Americana na Zona do Canal de Panamá, 29/08/1936)
Candidato Republicano à Presidência dos Estados Unidos
Filho e neto de almirantes da Marinha de Guerra norte-americana, John Sidney McCain III se formou na Academia Naval de Annapolis, em Maryland (EUA) em 1958. Serviu como aviador na Marinha e participou da Guerra do Vietnã. Depois de cumprir várias missões no Sudeste asiático, seu avião foi abatido pela artilharia anti-aérea norte-vietnamita, em 1967. McCain foi feito prisioneiro e permaneceu encarcerado cinco anos, tendo sido vítima de tortura e maus tratos. Libertado, retornou aos Estados Unidos em 1973, com algumas seqüelas físicas da prisão.Entrou para a política em 1982, elegendo-se pelo Arizona para a Câmara dos Representantes. Reelegeu-se como deputado em 1984 e, dois anos depois, candidatou-se para o Senado. Conquistou a vaga de senador e reelegeu-se por três legislaturas (1992-1997; 1998-2003; 2004). Tem manifestado posições políticas consideradas independentes em relação ao Partido Republicano, no qual milita. Desenvolveu uma campanha para restringir a influência do poder econômico nas eleições americanas. Também se destacou por um temperamento explosivo que o envolveu em episódios equívocos, como o fato de ter feito uma piada de mau-gosto com a filha de Bill Clinton, pelo qual teve de desculpar-se publicamente. Concorreu com George W. Bush pela indicação à candidatura à Presidência da República pelo Partido Republicano em 2000. Derrotado, manteve-se no senado e anunciou novamente sua candidatura em 2007, concorrendo com nomes de destaque do Partido, como Rudolph Giuliani, o ex-prefeito de Nova York, Mike Huckabbe, ex-governador do Arkansas, e o senador Fred Thopson.McCain surpreendeu a todos ao indicar Sarah Palin, a governadora do Alasca, para candidata a vice-presidente em sua chapa. Considerada conservadora, Palin é jovem e, antes do atual, exerceu apenas o cargo de prefeita numa pequena cidade do Alasca, Estado que, num certo sentido, encontra-se à margem da vida nacional norte-americana.Informações: http://educacao.uol.com.br/biografias/
Fonte: Senado dos Estados Unidos/The New York Times/Folha de S. Paulo
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