quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Nos EUA, voto evangélico é tratado sem preconceito

As eleições norte-americanas estão previstas para 4 de novembro de 2008, e está sendo disputada entre dois fortes candidatos. Você pode estar se perguntando: "O que eu tenho a ver com as eleições de lá?". Pois saiba que o presidente dos Estados Unidos assumirá a responsabilidade de "presidente do mundo" e isso vai envolvê-lo em várias questões internacionais de interesse de todos. Isso porque os EUA desenvolveu forte ligação com quase todos os países, sendo que lidera vários acordos políticos. Isso acarreta ao futuro sucessor de George W. Bush ter pulso firme para assegurar, por exemplo, a estabilidade da bolsa de valores, que influencia a economia de vários países, inclusive do nosso Brasil! Contudo, sabemos que não iremos participar destas eleições, é claro, mas devemos acompanhar o que acontece no mundo afora.

Um exemplo de discussão: Aqui no Brasil, evangélicos no poder gera conflitos de opiniões, nos EUA isso é encarado como normal. Veja o que foi publicado na Folha Universal de 28 de Setembro de 2008:


"Americanos acreditam que candidatos devem ter fortes crenças religiosas


Na maior democracia do mundo, os Estados Unidos da América, a participação de diferentes igrejas nas eleições e nas decisões de poder em geral é uma tradição que não causa espantos e nem levanta questões sobre a separação entre Estado e religião. O importante instituto de pesquisas Pew Charitable Trust tem um braço dedicado apenas ao estudo das relações entre religião e política. Periodicamente, a instituição divulga análises e promove debates sobre o tema. O último levantamento, de agosto, mostra que 72% dos norte-americanos acredita que os presidentes devem ter fortes crenças religiosas.

Os dois candidatos à presidência deste ano - o democrata Barack Obama e o Republicano John McCain - freqüentam diferentes igrejas protestantes [o primeiro é presbiteriano e o segundo é batista]. Os jornais e canais de televisão tratam o tema como escolha pessoal dos candidatos, e os políticos não discriminam os veículos de imprensa ligados às igrejas. Afinal, o voto evangélico é cobiçado e respeitado.

Ambos os candidatos foram entrevistados pelo pastor Rick Warren, da Califórnia, que fazia perguntas como quais seriam as principais falhas morais dos candidatos e o que significava para eles ser um seguidor de Cristo. Obama disse se arrepender de uso de drogas e álcool na juventude, e McCain classificou o fim do primeiro casamento como sua maior falha moral. Em uma entrevista em janeiro para a revista "Christianity Today", Obama comentou a sensação, às vezes existente, de que o partido dele é contra a fé: "parte do meu trabalho nessa campanha, e que vem bem antes dela, é ter certeza de que estou mostrando a minha fé e dividindo a minha experiência de fé com outras pessoas que compartilham dela". Ele ainda afirmou que, como presidente, quer promover a "riqueza e a diversidade de igrejas no país".

Um dos principais desafios para McCain neste ano, de acordo com a imprensa americana, é mobilizar a base de eleitores evangélicos, fundamental para a reeleição de Bush em 2004. Os problemas de McCain com o setor vêm de 2000, quando ele chamou dois pastores de "agentes da intolerância" durante as eleições daquele ano."

Para conhecer mais, aí vai a biografia dos dois candidatos a presidência dos Estados Unidos:


Barack Obama (4 de agosto de 1961, Honolulu, Havaí, EUA)
Candidato Democrata - Parlamentar e político norte-americano
Filho do queniano Barack Obama, e da norte-americana Ann Dunham, Barack Hussein Obama Jr. passou parte da infância no Havaí e na Indonésia, para onde sua mãe se mudou depois de divorciar-se do pai e se casar novamente. Aos dez anos, porém, o menino retornou ao Havaí, onde viveu sob os cuidados dos avós maternos. Adolescente, mudou-se para Nova York onde cursou ciências políticas na Universidade Colúmbia. A seguir, graduou-se também em direito pela Universidade de Harvard. Iniciou sua carreira política na cidade de Chicago, Illinois, onde foi líder comunitário e professor de direito constitucional. Casou-se em 1992 com Michelle e tem duas filhas, Malia e Sasha.Em 1996, foi eleito para o Senado de Illinois (órgão do poder Legislativo local), onde permaneceu até 2004. Em 2000, tentou sem sucesso eleger-se para a House of Representatives, que equivale à Câmara dos Deputados do Congresso norte-americano. Quatro anos mais tarde, foi eleito para o Senado dos Estados Unidos, pelo Partido Democrata, assumindo seu mandato em 4 de janeiro de 2005. No Senado, Obama integrou diversas comissões e obteve destaque por sua atuação, o que lhe permitiu postular a candidatura à Presidência da República, em fevereiro de 2007. Em campanha, sua plataforma se compõe de três elementos essenciais: o fim da guerra do Iraque, a obtenção da auto-suficiência energética dos Estados Unidos e a universalização dos serviços de saúde no país. Para tornar-se o candidato oficial dos democratas, contudo, Barack Obama precisou vencer a outra postulante do Partido, a senadora Hillary Clinton, numa disputa acirrada, que quase provocou estragos aos próprios democratas na corrida presidencial. Em julho de 2008, a campanha de Obama ganhou cenário internacional: o candidato foi ao Afeganistão, ao Iraque, Jordânia e Israel, bem como à Inglaterra, França e Alemanha. Na capital deste último país, Berlim, Obama reuniu cerca de 200 mil pessoas para ouvi-lo.
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John McCain (Base Naval Americana na Zona do Canal de Panamá, 29/08/1936)
Candidato Republicano à Presidência dos Estados Unidos
Filho e neto de almirantes da Marinha de Guerra norte-americana, John Sidney McCain III se formou na Academia Naval de Annapolis, em Maryland (EUA) em 1958. Serviu como aviador na Marinha e participou da Guerra do Vietnã. Depois de cumprir várias missões no Sudeste asiático, seu avião foi abatido pela artilharia anti-aérea norte-vietnamita, em 1967. McCain foi feito prisioneiro e permaneceu encarcerado cinco anos, tendo sido vítima de tortura e maus tratos. Libertado, retornou aos Estados Unidos em 1973, com algumas seqüelas físicas da prisão.Entrou para a política em 1982, elegendo-se pelo Arizona para a Câmara dos Representantes. Reelegeu-se como deputado em 1984 e, dois anos depois, candidatou-se para o Senado. Conquistou a vaga de senador e reelegeu-se por três legislaturas (1992-1997; 1998-2003; 2004). Tem manifestado posições políticas consideradas independentes em relação ao Partido Republicano, no qual milita. Desenvolveu uma campanha para restringir a influência do poder econômico nas eleições americanas. Também se destacou por um temperamento explosivo que o envolveu em episódios equívocos, como o fato de ter feito uma piada de mau-gosto com a filha de Bill Clinton, pelo qual teve de desculpar-se publicamente. Concorreu com George W. Bush pela indicação à candidatura à Presidência da República pelo Partido Republicano em 2000. Derrotado, manteve-se no senado e anunciou novamente sua candidatura em 2007, concorrendo com nomes de destaque do Partido, como Rudolph Giuliani, o ex-prefeito de Nova York, Mike Huckabbe, ex-governador do Arkansas, e o senador Fred Thopson.McCain surpreendeu a todos ao indicar Sarah Palin, a governadora do Alasca, para candidata a vice-presidente em sua chapa. Considerada conservadora, Palin é jovem e, antes do atual, exerceu apenas o cargo de prefeita numa pequena cidade do Alasca, Estado que, num certo sentido, encontra-se à margem da vida nacional norte-americana.



Informações: http://educacao.uol.com.br/biografias/

Fonte: Senado dos Estados Unidos/The New York Times/Folha de S. Paulo

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